Minerais críticos estão a mudar o xadrez do poder

Artigo publicado no jornal Expresso a 14 de maio de 2026.
Mina da Lagoa Salgada – Projeto em Grândola pode posicionar Portugal como produtor estratégico de metais críticos

Artigo publicado no Jornal de Negócios a 12 de maio de 2026.
“Celebrar o Dia do Geólogo? Porquê? Para quê?”

Artigo de opinião assinado por Luís Martins, Presidente da Associação Cluster Portugal Mineral Resources. O desconhecimento geológico Hoje, 8 de Maio, comemora-se em Portugal o Dia do Geólogo. Um dia como os outros, num País com elevado défice de conhecimento sobre a importância da geologia e do seu carácter transversal. Ao contrário de outros países do Mundo, como nos EUA, Brasil, Canadá, Reino Unido, o público em geral não se apercebe no nosso país que é a geologia que determina muita da sua qualidade de vida, assente em dois pilares basilares, recursos e riscos geológicos. Há alguns anos, tive o privilégio de ouvir nos Serviços Geológicos do Brasil (SGP)/CPRM, o Presidente Lula da Silva, no seu primeiro mandato, afirmar que “o conhecimento geológico é tão importante para o Brasil como uma boa rede rodoviária”. Pouco tempo depois, os SGP/CPRM contratavam centenas de geólogos e viram um enorme aumento no seu orçamento, de forma a realizarem a cartografia geológica de todo o País, à escala 1/1 000 000, tarefa esta que foi concluída em 10 anos, com a publicação de cartas temáticas de recursos e riscos geológicos. Em Portugal, reparem bem, nem conseguimos completar a cartografia à escala 1/50 000, por várias razões, não só por falta de verba ou de pessoal. Mas permitam-me que opine sobre as razões para tamanha iliteracia sobre a importância da geologia. No nosso país, genericamente, somos muito bons em comunicar entre nós, mas péssimos em fazê-lo para o exterior e para os vários tipos de audiência: alunos, professores, público em geral, comunicação social, decisores e políticos. Em Portugal, os programas do ensino básico e secundário apresentam hoje enormes lacunas relativamente à geologia. No nosso país, os geólogos não têm espírito de classe. Realce-se que nem conseguimos reunir um mínimo de assinaturas para levar à Assembleia da República a eventual criação de uma Ordem de Geólogos. Em Portugal, não temos uma instituição única e exclusivamente dedicada à geologia, aos recursos e riscos geológicos, como foi o vergonhosamente extinto Instituto Geológico e Mineiro. Recentemente foi anunciada a criação de uma nova Agência de Geologia e Energia (I.P.!). Significa isto que a geologia continuará a ser totalmente esmagada pela energia, como tem acontecido nos últimos anos. Prevejo aliás que depressa mudará de nome, passando a designar-se Agência de Energia e Geologia, como sucedeu pouco tempo após a criação da Direcção-Geral de Geologia e Energia, hoje Direcção-Geral de Energia e Geologia. A troca de nomes parece irrelevante, mas não foi por acaso que aconteceu. Tenho lutado, em vários campos, para modificar este estado de coisas. Não desistirei, pese embora estar cansado e triste de ver que poucos pugnam, de forma desinteressada, pela nossa dama. Celebrar o Dia do Geólogo em Portugal? Porquê? Para quê? Que todos façamos uma profunda reflexão sobre o estado onde chegámos. Pelo menos, isso.
Lítio reforça posição estratégica de Portugal na transição energética europeia

A publicação em Diário da República da Servidão Administrativa concedida à Savannah Resources representa um passo importante para o avanço do Projeto Lítio do Barroso, considerado estratégico para Portugal e para a Europa. A decisão permite à empresa avançar com trabalhos de geotecnia essenciais para a futura construção das infraestruturas do projeto, aproximando o início da produção previsto para 2028. O lítio assume hoje um papel central na transição energética, sendo fundamental para a produção de baterias para veículos elétricos e armazenamento de energia. Com este projeto, Portugal reforça o seu posicionamento como um dos principais fornecedores europeus de lítio, contribuindo para a independência energética da Europa e para o desenvolvimento económico nacional. Além do impacto estratégico, o projeto irá criar empregos e dinamizar economicamente a região de Boticas, reforçando a importância da mineração sustentável e responsável, no futuro energético do país. Consulte aqui o Comunicado de Imprensa.
Candidaturas para a 2.ª Edição dos Prémios dos Fundos Europeus abertas

Encontra-se a decorrer o período de candidaturas para a 2.ª edição dos Prémios dos Fundos Europeus. Esta iniciativa tem como objetivo distinguir projetos de excelência que tenham beneficiado de cofinanciamento europeu, destacando o seu impacto no desenvolvimento nacional. Categorias em Concurso A edição de 2026 contempla seis categorias temáticas principais, além de uma distinção por votação do público: Calendário e Prazos As entidades interessadas devem verificar o cronograma definido pela organização: Informações Adicionais A submissão de candidaturas, bem como a consulta do regulamento completo e requisitos de elegibilidade, deve ser efetuada através do portal oficial: www.premiosdosfundoseuropeus.pt
Sistema de incentivos de base territorial – ALENTEJO

Encontra-se aberto o aviso para submissão de candidatura ao sistema de incentivos de base territorial, para a NUTS II, ALENTEJO (ALT2030-2026-16), no âmbito do Alentejo2030/ Portugal 2030. O aviso tem como objetivo apoiar investimentos de pequena dimensão que promovam a criação, expansão e modernização de micro e pequenas empresas na região do Alentejo, contribuindo para o reforço da competitividade, a dinamização da economia local e a criação e manutenção de emprego. Este apoio enquadra-se no Programa Regional Alentejo 2030, no âmbito do objetivo de crescimento sustentável das PME, privilegiando projetos que reforcem a resiliência das economias locais, nomeadamente nas áreas do comércio e serviços de proximidade, restauração e indústria transformadora local. A dotação financeira global do aviso é de 5 milhões de euros, destinando-se a apoiar investimentos produtivos que integrem soluções de modernização, digitalização e sustentabilidade, alinhadas com os domínios estratégicos transversais da região, em particular a Digitalização da Economia e a Circularidade da Economia. Os projetos devem contribuir para a melhoria da competitividade empresarial, através da introdução de novos processos, aumento de eficiência, inovação produtiva e reforço da capacidade das empresas para responder aos desafios económicos e ambientais atuais. Preparámos um resumo do aviso que pode consultar aqui:
Savannah apresenta resultados de 2025 e reforça avanço do Projeto de Lítio do Barroso

A Savannah Resources apresenta hoje os seus resultados financeiros relativos ao ano de 2025, acompanhados de um balanço global da sua atividade, marcado por avanços significativos no desenvolvimento do Projeto de Lítio do Barroso. Durante o ano, a empresa intensificou a sua estratégia de envolvimento com a comunidade local, registando mais de 1.000 interações com moradores, entidades e associações da região. Esta abordagem reforça o compromisso da Savannah com um desenvolvimento participado e sustentável. No plano social, foi estabelecida uma parceria com o Grupo Terra Quente Saúde, com vista à melhoria dos cuidados de saúde na região, contribuindo para o bem-estar das populações locais. Em paralelo, a empresa continuou o processo de aquisição de terrenos através de acordos voluntários com proprietários, privilegiando uma abordagem consensual e transparente. Ao nível institucional, o projeto recebeu apoio oficial da AICEP, através do CPAI (Comissão Permanente de Apoio ao Investidor), permitindo agilizar processos administrativos e acelerar a implementação de um investimento considerado estratégico para o país. Já em 2026, a Savannah assinou um contrato de investimento com a AICEP, garantindo um apoio financeiro não reembolsável do Estado português que poderá atingir até 110 milhões de euros, reforçando a viabilidade e importância do projeto. Relativamente ao calendário, a empresa prevê concluir o Estudo de Viabilidade Definitivo (DFS) e submeter o Relatório de Conformidade Ambiental do Projeto de Execução (RECAPE) até julho de 2026. A produção inicial mantém-se prevista para 2028, consolidando o projeto como um dos principais investimentos europeus no setor do lítio. Com estes desenvolvimentos, o Projeto de Lítio do Barroso afirma-se como um pilar estratégico para a transição energética, combinando crescimento industrial, impacto regional positivo e forte apoio institucional.
Portugal cresce na inovação, mas mantém assimetrias regionais (RIS2025)

Portugal continua a afirmar-se como um país em evolução no panorama europeu da inovação, no âmbito do Regional Innovation Scoreboard (RIS) 2025, um instrumento da Comissão Europeia que avalia e compara o desempenho inovador das regiões da União Europeia. Neste contexto, Portugal é classificado como um “inovador moderado”, apresentando um desempenho global próximo da média europeia e evidenciando progressos consistentes nos últimos anos. A análise do RIS evidencia, contudo, uma realidade marcada por assimetrias regionais. A Grande Lisboa destaca-se como a única região portuguesa acima da média da União Europeia, assumindo-se como um polo central de inovação, conhecimento e investimento. Outras regiões, como o Centro, mostram também um desempenho positivo, mas a maioria permanece em níveis intermédios ou emergentes. Um dos principais fatores identificados pelo RIS é a forte concentração do investimento em inovação em regiões como Lisboa e Norte, o que limita uma distribuição mais equilibrada do desenvolvimento no território nacional. Ainda assim, registam-se melhorias em indicadores como as exportações de produtos de alta tecnologia e a produção científica, reforçando a competitividade do país. Apesar dos progressos, o RIS aponta desafios estruturais relevantes, nomeadamente o envelhecimento da população em algumas regiões, a escassez de competências especializadas e níveis de produtividade ainda reduzidos. Estes fatores condicionam a capacidade de convergência com as regiões mais inovadoras da Europa. Portugal demonstra uma trajetória positiva na inovação, mas enfrenta o desafio de promover maior coesão territorial, reforçar o capital humano e estimular a colaboração entre empresas, sistema científico e regiões. Estes serão elementos-chave para garantir um crescimento mais equilibrado, sustentável e competitivo a nível europeu. Conheça mais aqui: https://ec.europa.eu/assets/rtd/ris/2025/ec_rtd_ris-regional-profile-pt.pdf
NOVA-FCT promove Masterclass sobre Recursos Minerais e Turismo

No próximo dia 5 de maio, pelas 18:30h, decorrerá em formato online a Masterclasse “Dos Recursos Minerais à Saúde e Bem-estar – O papel da Geologia no Turismo”, no âmbito da pós-graduação “Leading Tourism & Hospitality”. Não se alargando a quadros clínicos, nem substituindo opiniões médicas ou farmacêuticas, esta masterclass tem como objetivo apresentar a importância que os recursos minerais têm tido desde os primórdios da Humanidade e os vários fins para que têm sido utilizados. Num tema que parece estar fora do âmbito do Turismo, a verdade é que a Geologia e os recursos minerais são a base de tudo o que conhecemos e nos rodeia. Junte-se a esta conversa e conheça o papel da Geologia e dos Recursos Minerais no setor do Turismo, em Portugal. 🔗 Faça a sua inscrição aqui: https://info.execed.fct.unl.pt/masterclass-recursos-naturais-saude-e-bem-estar-nova-fct
AGENDA SUSTAINABLE STONE BY PORTUGAL: MAIS DE 70% DE EXECUÇÃO FINANCEIRA E 29 SOLUÇÕES INOVADORAS A CAMINHO

A poucos meses do seu encerramento, a Agenda Sustainable StonebyPortugal assinala um marco de evolução. Até junho de 2026, aquilo que começou como uma visão transformadora consolidou-se em resultados concretos: uma indústria da pedra mais digital, mais sustentável e mais preparada para competir à escala global. Em março de 2026, os resultados são claros – Projetos finalizados, soluções em testes reais, protótipos em desenvolvimento com uma execução financeira de mais de 70%, inovação aplicada no terreno, nas fábricas, nas pedreiras e no mercado. Em Junho de 2026, a Agenda terá pronta 29 soluções inovadoras. Em 2025, a Agenda reforçou a sua ambição: mais investimento, mais soluções inovadoras, maior escala. Um impulso que acelerou a capacidade de transformar conhecimento em soluções reais. Hoje, vemos esse impacto: O setor da pedra não começou agora a inovar — fá-lo há décadas. Mas hoje fá-lo com mais integração, mais tecnologia e uma visão mais sustentável. E talvez o mais importante: não se trata apenas de tecnologia — trata-se de pessoas, empresas e conhecimento a trabalhar em conjunto para redefinir o futuro da pedra natural. À medida que a Agenda se aproxima do fim, temos a noção de continuidade de um caminho que o setor já vinha a construir, agora com uma nova escala e intensidade.